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Juro básico alto torna poupança mais atraente

09.07.10

Com saldo recorde de R$ 12,2 bilhões entre depósitos e saques na primeira metade de 2010, a caderneta de poupança apresenta neste segundo semestre retorno mais atraente. O principal motivo é o aumento do juro básico, que passou para 10,25% anuais em junho depois de ficar um ano abaixo do nível de dois dígitos.

 

Remunerada pelo mínimo de 0,5% mensais na maior parte das operações de fevereiro e março, a aplicação tem rendimento acima de 0,6% em vários vencimentos nos próximos 30 dias, chegando a 0,6448% nas contas com aniversário em 6 de agosto.

 

O ganho deve subir mais, pois a previsão é de novas altas do juro para controlar a inflação. Ainda são favorecidas outras modalidades de renda fixa, como títulos públicos, certificados de depósito bancário e fundos.

 

– Aplicadores vão para a poupança por menor risco e pouca necessidade de informação. Dão preferência à segurança, não ao ganho – lembra Francisco Barone, coordenador do Programa de Estudos Avançados em Pequenos Negócios, Empreendedorismo e Microfinanças da Fundação Getulio Vargas (FGV).

 

Isenção de imposto é um dos atrativos

 

A captação da poupança, que disparou 400% em relação ao primeiro semestre de 2009, esclarece Barone, reflete o bom momento do Brasil, com melhora no emprego e na renda.

 

– A poupança é porta de entrada para parte da população que não tinha capacidade de investir, mas agora consegue guardar – reforça Eduardo Godoi Correa, gerente de produtos de investimentos do Banco Sicredi.

 

Líder na captação de recursos na modalidade, a Caixa Econômica Federal afirma que a poupança segue competitiva frente aos demais investimentos, especialmente para aplicações de até seis meses, uma vez que os outros produtos têm tributação de 22,5% de Imposto de Renda.

 

Mesmo considerando a modalidade ideal para principiantes, Correa aponta os recibos de depósito cooperativos (RDCs), similares aos CDBs, como alternativa promissora a quem dispõe de quantias maiores e pode alongar a aplicação. Quanto mais prazo, maior é a chance de se obter ganho mais elevado, porque a taxa básica tende a ficar alta até 2011.

 

– A diferença da caderneta em relação às demais aplicações de renda fixa depende do volume e do vencimento – detalha Sinara Polycarpo Figueiredo, superintendente de investimentos do Banco Santander.

 

Na negociação de CDBs, lembra Sinara, clientes com mais recursos obtêm taxas melhores, que podem subir em aplicações de longo prazo. O imposto regride de 22,5% em depósitos de até seis meses para 15% em operações acima de dois anos.

 ZERO HORA




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